Cirurgia oncoplástica: o que é e como preserva a mama
Cirurgia oncoplástica é retirar o nódulo da mama, seja câncer ou benigno, e cuidar da forma do seio na mesma cirurgia. Entenda o que é e como fica o resultado.
Descobrir um nódulo na mama assusta, e a cabeça já corre pro pior. Então, antes de tudo, respira: nem todo nódulo é câncer. Boa parte é benigna, ou seja, não é maligno e não coloca a sua vida em risco.
Só que, seja pra tratar um câncer, seja pra retirar um nódulo benigno que incomoda ou que cresce, quando o caso pede cirurgia vem uma segunda pergunta, mais silenciosa, que muita mulher tem vergonha de fazer em voz alta: “e o meu corpo, como vai ficar?”
Essa pergunta é legítima, e eu não gosto quando ela é tratada como frescura. Você tem o direito de resolver o problema e continuar se reconhecendo no espelho. É pra isso que existem as técnicas da cirurgia oncoplástica.
O que é a cirurgia oncoplástica
É a união de duas coisas em uma só cirurgia: tirar o tumor com segurança e, no mesmo momento, cuidar da forma da mama.
Antes, essas eram duas etapas separadas, e muita mulher saía da cirurgia do câncer com uma sequela na mama que só ia ser resolvida (quando ia) numa operação lá na frente. A oncoplastia junta as técnicas de mastologia com as de cirurgia plástica no mesmo ato. Retira o que precisa ser retirado, que é sempre a prioridade, e já reconstrói ou remodela a mama para que o resultado fique o mais natural possível.
O primeiro objetivo nunca muda: tirar por completo o que precisa sair. A oncoplastia não briga com isso. Ela cuida da forma sem abrir mão da segurança.
E não é só no câncer. Quando um nódulo benigno precisa ser retirado, mas é grande ou está num lugar delicado da mama, essas mesmas técnicas evitam que fique um afundamento ou uma diferença grande entre os dois lados. O cuidado com a forma vale nos dois caminhos.
Preciso tirar a mama toda?
Essa é a dúvida que mais escuto, e quase sempre vem com uma frase parecida: “não seria mais seguro tirar tudo de uma vez?”
Na maioria dos casos de câncer de mama inicial, não. E isso não é opinião, é o que a ciência mostrou ao longo de décadas. Tirar só o tumor, com uma margem de segurança em volta, e complementar com o tratamento indicado, oferece a mesma chance de cura do que retirar a mama inteira. Retirar mais tecido do que o necessário não te deixa mais curada. Só deixa mais sequela.
Por isso a cirurgia que preserva a mama virou o padrão para boa parte dos casos iniciais. E é aí que a oncoplastia brilha: ela permite tirar o tumor e ainda remodelar o que ficou, para que a mama não fique com um afundamento ou uma assimetria grande.
Existem, sim, situações em que a mama precisa ser retirada por inteiro. Mesmo nesses casos, muitas vezes dá para fazer a reconstrução na mesma cirurgia, seja com prótese, seja com tecido da própria paciente. Você não precisa, necessariamente, passar por um período sem a mama esperando uma segunda operação.
Como fica o resultado
O ganho da oncoplastia é bem concreto, e não é só estético.
- Menos cirurgias. O que antes eram duas ou três etapas costuma caber em uma.
- Resultado mais harmônico. A mama é remodelada no mesmo momento, o que evita aquelas sequelas difíceis de corrigir depois.
- Autoestima preservada. Terminar o tratamento se reconhecendo no espelho faz diferença de verdade na recuperação, e isso não é vaidade, é saúde.
Cada mama é única, então o resultado depende do tamanho e do local do tumor, do tamanho da mama e de outros detalhes que só a avaliação mostra. Não existe fórmula pronta. Existe um plano feito pra você.
Quem decide o que é possível no seu caso
Essa é a parte que eu faço questão de dizer com clareza: nada disso se resolve pela internet.
O que dá pra fazer na sua mama depende de te examinar, de olhar os seus exames e de conversar sobre o que é importante pra você. Duas mulheres com o mesmo diagnóstico podem ter caminhos cirúrgicos diferentes, e as duas escolhas podem estar certas.
O meu papel como mastologista é te mostrar as opções reais sem susto e sem pressa, explicar cada uma em linguagem que você entende, e planejar a cirurgia que trata o câncer e cuida de você ao mesmo tempo. Você não precisa escolher entre a sua vida e o seu corpo. Dá pra cuidar dos dois.
Se você achou um nódulo, recebeu um diagnóstico, ou está com um exame na mão cheia de dúvidas, vem conversar comigo em uma consulta de mastologia. A gente olha pro seu caso juntas, com calma, e decide o melhor caminho pra você.
Dra. Priscila Lugarinho · CRM-SP 161727 · Ginecologia RQE 84472 · Mastologia RQE 84473 · Atendimento em Ribeirão Preto e região.